6 de fev de 2015

O preço da crise hídrica para os mogianos

Represa de Taiaçupeba. Foto: reprodução.
A questão da falta de água está cada vez mais chegando ao fundo do poço. Enquanto os representantes públicos das esferas municipais, estaduais e federal e diretorias das companhias de saneamento básico revelam um despreparo geral para lidar com a situação, a sociedade de Mogi das Cruzes, a exemplo de diversas regiões do sudeste brasileiro - incluindo as capitais São Paulo e Rio de Janeiro -, vai sofrendo no dia a dia.

Atualmente, além da escassez nos reservatórios e inexistência de políticas eficientes, a restrição do uso da água atinge
os mais diversos setores sociais, indo dos lares às empresas, passando pelas instituições (privadas ou públicas) e pontos comerciais. Até mesmo as lavouras, que há tempos destacam-se como força econômica mogiana, vão se submeter à fiscalização, especialmente os sistemas de irrigação. Esta ação está sendo realizada pelo Departamento de Águas de Energia Elétrica, DAEE, apoiada pela Polícia Militar Ambiental.

Em meio às iniciativas estatais que apenas visam o controle do pouco que resta nas represas do Alto Tietê, como a de Taiaçupeba, a sociedade civil local tenta se organizar para minimizar os impactos da seca generalizada. Como sempre, os cidadãos mogianos e brasileiros acabam pagando a conta e arcando com os prejuízos, sejam pelas multas sobre o consumo da água imposta pelo governo ou quando gira a torneira e não vê cair nenhuma gota do líquido transparente, fundamental para a nossa existência.

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