31 de out de 2014

De olho no desenvolvimento sem abrir mão da cultura mogiana

Como equilibrar o passado e futuro para o desenvolvimento
de nossa cidade? Foto: reprodução.
Apesar da proximidade com a cidade mais dinâmica e importante do país, Mogi das Cruzes ainda consegue preservar um clima interiorano e convidativo, refletindo no ritmo menos acelerado e a convivência mais amistosa, em relação ao dia a dia na capital. Porém, com as oportunidades imobiliárias na crista da onda e os bairros se expandindo de maneira desordenada, sem qualquer controle ou fiscalização, o município e os seus cidadãos podem sofrem com as consequências, em breve. Falta de infraestrutura, inchaço populacional, trânsito caótico, desequilíbrio ambiental e perda sistemática da identidade cultural são alguns dos danos gerados por este processo de crescimento desenfreado. Basta conferir a rotina de nossas vizinhas Suzano, Poá e Itaquaquecetuba.

Na contra mão desta realidade, o Plano Urbanístico da Reserva da Serra do Itapety pode ser uma luz-guia para o desenvolvimento de Mogi das Cruzes, como um todo. Pois, mais do que um empreendimento imobiliário, a proposta se faz pela criação de um novo bairro totalmente planejado nas contemporâneas diretrizes sustentáveis. O projeto, apesar de ser tema decorrente de discussões acaloradas desde 2009 - quando foi publicado o Relatório de Impacto Ambiental da empreitada -, vem sendo elaborado a partir do envolvimento de diversos setores da sociedade civil, entidades de classe e órgãos públicos de Mogi das Cruzes. Inclusive, na semana passada, publicamos aqui, no Blog Casa Itapety, a oficialização da RPPN Botujuru- Serra do Itapety pela Fundação Florestal a abrigar quatro milhões de metros da área verde na região.

Sem dúvida, os responsáveis por esta iniciativa audaciosa têm os seus objetivos pautados pelos significativos lucros financeiros. No entanto, eles estão levando em conta o passado, o presente e o futuro da região e de seu povo. Esta atitude inovadora acaba se tornando uma referência para todos nós (pelo menos na filosofia de trabalho na Luiz Sanchez Imóveis), mostrando que é possível aceitar as mudanças e as novidades de forma positiva, sem precisar deixar de lado os nossos valores como mogianos. 

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