11 de abr de 2014

Construindo com sustentabilidade



Foto: reprodução
Vários fatores são fundamentais para se determinar a economia produtiva de um país. E, segundo a maioria dos especialistas, a construção civil tem peso significativo nessa conta, sem entrar no mérito de sua capacidade social ao ser responsável pela edificação de moradias e geração maciça de empregos. Porém, apesar dos aspectos positivos, o setor acaba sendo um dos mais nocivos ao meio ambiente e às futuras gerações. 



Isto ocorre devido ao objetivo de se levantar projetos com o menor desperdício financeiro possível, visando altos lucros para incorporadoras, empreiteiras, investidores e bancos. Um dos problemas mais comuns é o destino dado aos resíduos sólidos nos canteiros de obras que, muitas vezes, são despejados em locais clandestinos, desprovidos de qualquer análise técnica. O pior é que este procedimento ilegal (e até criminoso) vem acontecendo desde a década de 1950 e sendo praticado em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

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Mesmo em situação preocupante, após as diretrizes sustentáveis tornarem-se pautas frequentes em todas as camadas da sociedade a partir dos anos 1990, diversas empresas, estudiosos e profissionais do mercado têm buscado soluções que visam o menor impacto ambiental possível, sem abrir mão do lado financeiro da história. Conhecida como “produção mais limpa”, esta iniciativa já pode ser conferida em projetos de construção que utilizam o reaproveitamento hídrico em diferentes fases ou o armazenamento da água de chuvas.

Claro que exemplos como este precisam expandir e ir além dos campos tecnológico, monetário e corporativo. Necessita ser inserido definitivamente na política e na cultura de qualquer grupo de seres humanos interessados na qualidade de vida, seja ela individual e coletiva, sempre pensando em construir um futuro a beneficiar e preservar o planeta chamado Terra.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mesmo se não for no processo de construção, é possível aplicar a sustentabilidade num imóvel ao optar por sistemas elétricos (incluindo iluminação)ou hidráulicos que promovem o uso inteligente, evitando desperdícios dos recursos naturais e maiores gastos financeiros.

Pedro Linder
Arquiteto