7 de mar de 2014

Ela não precisava fazer isso com elas


No próximo dia oito de março será celebrado o Dia Internacional da Mulher. Com os ditos avanços da sociedade em relação aos preconceitos, nós todos tínhamos motivos para comemorar, inclusive no Brasil. Porém, após uma campanha desastrosa da Adidas, a data leva-nos a refletir mais uma vez sobre a falta de respeito, ao ver as velhas táticas generalizadoras (e machistas) sendo utilizadas na cara dura.

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Aos desavisados, a marca citada acima, uma das maiores do segmento esportivo no planeta, lançou duas camisetas com desenhos e dizeres referentes ao evento futebolístico a ser realizado em terra brasilis a partir de junho de 2014. Mas as estampas dão margens a interpretações pejorativas, classificando as brasileiras como objetos de diversão masculina. A empresa, de origem alemã, ainda pisou no tomate ao anunciar em cadeia mundial que as peças foram produzidas apenas para o mercado norte-americano e estão sendo recolhidas. 

Foto: reprodução.


Certamente, os profissionais envolvidos nessa ação descabida deixaram de lado dados e fatos a justificar o importantíssimo papel feminino em nosso país. Basta a boa vontade de pesquisar para logo compreender que a mulher representa 44% da nossa força de trabalho e mais de 59% das empresas daqui são comandas por elas. Na economia, é comum vê-las garantindo o sustento de seus lares e sendo responsáveis pela compra de imóveis. Além disto, no campo político, temos a Presidente da República. Se a excelentíssima faz uma gestão competente ou não, é outra questão. 


 
Foto: reprodução

Sem dúvida, muitas conterrâneas são responsáveis por este estereótipo cultuado por uma parcela dos estrangeiros (vários programas televisivos provam esta característica). Entretanto, generalizar o público feminino como produto sexual, ainda mais quando o mundo todo está de olho na gente é, no mínimo, um caminho oportunista, excludente e apelativo que a gigante empresa não precisaria seguir. Feliz Dia Internacional da Mulher.

Um comentário:

Anônimo disse...

O mesmo vale para o racismo que coloca outras etnias como objetos exóticos da nossa cultura brasileira, como negros e índios.