30 de out de 2013

Mogi das cruzes e o reajuste do IPTU 2014


  Segundo matéria publicada pelo Diário de Mogi (25/10), mais de 30 áreas da cidade passarão por reajuste no Imposto Predial e Territorial Urbano, o conhecido IPTU. A reportagem ainda informa que os pontos onde se instalaram os novos condomínios, entre eles César de Souza e Rodeio, terão os maiores índices de aumento, sendo ele justificado pela valorização da região a partir da chegada destes empreendimentos, de acordo com a própria prefeitura.

  Neste cenário de argumentações comunicadas pelos responsáveis municipais, cria-se uma discrepância considerável. Pois muitos bairros não se valorizaram pelo investimento público em prol da qualidade de vida dos contribuintes. Pelo contrário, ela se dá, predominantemente, pela crescente busca por imóveis gerada por meio das linhas de crédito e melhoria de renda das pessoas, realidade vivida atualmente no setor habitacional brasileiro e até considerada preocupante pelos especialistas do mercado.
  Basta visitar as localidades citadas acima e percebe-se que não há um desenvolvimento planejado com foco no coletivo. Assim, as empreiteiras e construtoras seguem levantando grandes edifícios, enquanto a sua vizinhança sofre as principais consequências. Sem o retorno do IPTU, a situação se agrava ainda mais, pois esta arrecadação deve cobrir os gastos administrativos da cidade e, principalmente, as obras de infraestrutura e serviços essenciais à população, como educação, saúde e segurança.

Foto: reprodução (web)
  Por outro lado, os proprietários destes novos imóveis ou terrenos arcam com todos os diferenciais oferecidos no espaço privativo, tanto no valor da propriedade como nas infinitas mensalidades condominiais. Lembrando que a conta fica mais encarecida com o IPTU e seus respectivos acertos anuais.
  Ter o imposto corrigido pela inflação ou por um projeto realmente direcionado ao bem-estar de todos será sempre aceitável e justo. Mas pelo discurso apressado, cai-se no polêmico caso de São Paulo, onde o prefeito usa a redução do preço das passagens de ônibus para defender o reajuste absurdo de até 35% no IPTU.

Clique aqui e confira a matéria publicada no Diário de Mogi.
 

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