21 de fev de 2013

Condomínios sem máfias


Quem é condômino sabe que, pelo menos uma vez por ano, acontece a reunião de condomínio. Nestes encontros, discute-se as pautas definidas antecipadamente, permeando sempre sobre temas diretamente ligados ao dia a dia das pessoas que convivem naquele espaço.

Porém, a participação dos moradores, os principais interessados, é sempre muito baixa. Além disto, alguns gatos pingados que comparecem mostram total despreparo em debater assuntos para a melhoria coletiva, refletindo na individual. Neste ambiente, oportunistas de plantão e condôminos mal intencionados, formados, muitas vezes, pelo síndico e seus conselheiros, encontram grandes brechas para engordar suas contas bancárias, seja por meio de desvios de verbas ou de propinas oferecidas pelos prestadores de serviço. Parece um exagero, mas estas práticas são muito bem conhecidas em nossos partidos políticos e órgãos públicos que, no final, acabam na famosa pizza.

Foto: reprodução

Mesmo em Mogi das Cruzes, há um caso emblemático de polícia, cujo síndico e zelador foram acusados de alugar apartamentos vazios sem o conhecimento do proprietário. Pode até ser chato e improdutivo ir às reuniões de condomínio, como ficou taxado erroneamente quando tenta-se falar sobre política, no Brasil. Porém, é a maneira mais eficiente de saber o que estão fazendo com o dinheiro pago por cada morador todo mês e dedicado, pelo menos no papel, ao bem-estar de todos.

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